2026-04-17
De acordo com o tribunal, o jovem não planeou a morte da mãe, mas também não mostrou arrependimento.
O menor acusado de matar a mãe, vereadora da Câmara Municipal de Vagos, foi condenado à pena máxima de internamento em Centro Educativo, em regime fechado, por um crime de homicídio qualificado.
O jovem, de 14 anos, sairá em liberdade a 17 de abril de 2029.
O crime aconteceu a 21 de outubro de 2025, dia em que o menor planeava fugir e foi surpreendido com a presença da mãe em casa. Segundo os factos provados, o menor terá disparado o primeiro tiro e a mãe terá dito “está tudo bem, tem calma”, momento que levou o jovem a disparar o segundo tiro que provocou a morte da vítima.
De acordo com o acórdão do tribunal, o jovem não planeou a morte da mãe, mas terá programado a sua fuga de casa. A ideia do jovem era – segundo o que foi lido na sentença - fugir para o acampamento de ciganos da Gafanha da Nazaré, o que terá sido planeado durante as férias em família em Cabo Verde.
O tribunal assume que existe um alto risco de reincidência, tendo em conta que o jovem apresenta traços psicopáticos marcados significativos, não tendo mostrado arrependimento, havendo necessidade deste ser reeducado para o direito.