Jackas e Município de Vagos em conflito

2026-01-13

Em causa está o término do contrato existente entre o Município de Vagos e o Grupo Cénico Arlequim, decisão tomada em reunião de Câmara, a 4 de dezembro de 2025.

Jackas e Município de Vagos em conflito

O Executivo Municipal de Vagos aprovou, na manhã de 4 de dezembro de 2025, em reunião de Câmara ordinária pública, a intenção de cessação e não renovação do contrato de apoio técnico e financeiro celebrado com o Grupo Cénico Arlequim e os outorgantes Ana Barros e Joaquim Carlos Rocha, com a municipalização do Museu do Brincar.

De acordo com a proposta, aprovada com a abstenção da oposição, o apoio técnico e financeiro prestado pelo Grupo Cénico Arlequim, por Ana Barros e por Joaquim Carlos Rocha, conhecido por Jackas, deixa de ser necessário a partir de 1 de janeiro de 2026.

Em causa está a necessidade urgente de obras que o Mercado Municipal tem devido às infiltrações existentes que estão, segundo a autarquia, “a danificar o espólio”.

Contudo, Jackas adiantou que, no dia seguinte a esta reunião, o presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, mandou trocar as fechaduras do espaço “reduzindo o nosso acesso ao horário correspondente ao dos colaboradores da Câmara, sem aviso prévio e sem sabermos o motivo”.

À Vagos FM, Jackas confessa que só tiveram conhecimento oficial da decisão a 8 de janeiro passado através de carta registada. “Mas, como havia rumores de que, a partir de 1 de janeiro, deixaríamos de assumir a gestão técnico-pedagógica do Museu e, com receio de alguma atitude menos correta – como veio a acontecer -, aos poucos íamos tirando material do Museu, uma vez que a sede do Grupo Cénico Arlequim é no Mercado Municipal”, revelou Jackas que acrescentou também que foram retiradas “coisas que nos pertenciam ou que estavam à guarda do Grupo Cénico Arlequim”.

Terá sido depois deste momento que os responsáveis pelo Grupo Cénico Arlequim viram barrada a sua entrada no Museu.

“Alguns bens que tirámos e não tirámos completamente é uma colecção que pertence ao professor Amílcar Martins. Nem pertence ao Grupo Cénico nem ao Município”, garante.

Repudiando as insinuações da autarquia, o director do Grupo Cénico Arlequim revelou que apenas querem retirar os seus bens da sede.

Presidente da Câmara de Vagos desmente

Na sequência das declarações de Carlos Rocha, conhecido por Jackas, à Vagos FM sobre a mudança de fechadura do Museu do Brincar e o impedimento de retirar objectos pessoais e do Grupo Cénico Arlequim, o presidente da Câmara Municipal de Vagos, Rui Cruz, partilhou, com a Vagos FM, a sua versão dos factos.

“A versão que [Carlos Rocha] conta da realidade não corresponde minimamente à realidade”, começa por explicar o edil vaguense que acusa Jackas de mudar de versão “ao longo do tempo”.

Rui Cruz declara que “a reunião de Câmara de 4 de dezembro foi pública, ele teve conhecimento do teor da reunião, houve várias notícias onde ele é claro e faz um conjunto de afirmações que entendeu fazer sem conhecer o teor exato da deliberação” e acrescentou que Jackas “sabia e conheceu as consequências da deliberação, os fundamentos não tinha sequer”.

“O normal seria - até porque ele tem o meu número de telemóvel -, ligar-me”, lamenta o autarca.

O presidente do Município acusa Jackas de, no dia 11 de dezembro, se apropriar “de 18 caixas do Museu do Brincar, sem permitir que os técnicos da Câmara Municipal pudessem ver o que ele levava nas caixas”.

Rui Cruz garantiu que a Câmara Municipal “não quer, nunca quis e não vai querer coisas que são propriedade privada”. “Mas há uma coisa que a Câmara Municipal vai querer: tudo aquilo que comprou”, frisou assegurando: “vou até às últimas consequências com isto porque a minha obrigação como presidente da Câmara Municipal é defender os interesses do Município em todas as circunstâncias”.

 

 

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