Assembleia Municipal de Vagos aprova Prestação de Contas 2020

2021-07-01

O documento foi aprovado por maioria, com votos contra dos dois membros do grupo municipal do PS e com a abstenção dos quatro elementos da bancada centrista.

Assembleia Municipal de Vagos aprova Prestação de Contas 2020

O presidente da Assembleia Municipal de Vagos, Rui Santos, convocou os elementos deste órgão deliberativo para uma sessão ordinária, cujo ponto principal colocado a votação foi o Relatório e Prestação de Contas 2020. 
Para o presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado, este é “um documento que reflecte bem o trabalho e o investimento que o Município de Vagos e que a Câmara Municipal tem vindo a fazer (…) numa ambiência especial de Covid-19”. 
“Foi um ano marcadamente difícil sobre todos os pontos de vista, duro para todos nós”, confessa o autarca adiantando que “ainda assim, foi um ano em que nós executámos cerca de 18,5 milhões de euros de receita líquida, montante que está na casa dos 78% de execução daquilo que foi o Orçamento corrigido durante o ano de 2020”. 
Para o edil, “apesar de alguns investimentos terem parado nesta altura, para além de termos diminuído algumas das nossas receitas, de termos tido imensas dificuldades na implementação de projectos novos (…) fizemos o nosso trabalho, implementámos a maioria dos projectos aprovados em sede de Orçamento”.
Apesar de o documento ter sido aprovado, não o foi por maioria. 
O Partido Socialista votou contra o documento. Óscar Gaspar, líder do grupo municipal socialista, afirma que “os Orçamentos são muito bonitos, o sr. presidente da Câmara faz belos discursos sobre aquilo que se propõe fazer, mas na prática o resultado é sempre o mesmo”, garantindo que “aquando a Prestação de Contas verificamos que aquilo que foi o prometido e o que foi realizado fica muito aquém”. 
O socialista adianta que “o que aumentou em termos de receitas foi o que teve a ver com a transferência de competências do Estado Central para as autarquias”. 
Óscar Gaspar vai mais longe e reitera que “a Câmara de Vagos poupou com a Covid-19”, justificando a sua declaração com o facto de “que a Câmara não fazendo festas nem festinhas poupou só em aquisição de serviços 560 mil euros”. 
O grupo municipal do CDS/Vagos não votou contra, mas absteve-se na votação deste documento. Ainda assim, Jorge Pereira, líder do grupo municipal centrista, declara que este “é mais um ano em que se revela a deficiente capacidade de execução deste executivo, mais um ano de resultado líquido negativo, na ordem dos dois milhões e trezentos mil euros”. 
“Ano após ano somos brindados com execuções na ordem dos 70 ou 80% todas elas após estas consolidações, estas engenharias financeiras”, completa. 
Jorge Pereira lamenta: “Para nós é mais uma oportunidade perdida, legislatura após legislatura”.

Violação da Proteção de Dados?

A discussão sobre a Prestação de Contas acabou com o pedido do PS para que a Assembleia Municipal remeta o Relatório e Prestação de Contas ao Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados por ter nome, número de contribuinte e a razão da atribuição de apoio aos munícipes.
Óscar Gaspar justifica o seu pedido pela “gravidade do assunto”. 
 A acção, para Silvério Regalado foi classificada como um ato de “politiquice” por parte do PS/Vagos perante assuntos que são sérios. 

 

 

 

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