Câmaras de Aveiro e Águeda aprovam acordo com a Infraestruturas de Portugal para a construção do eixo rodoviário Aveiro/Águeda

2021-03-05

Esta intervenção é um dos investimentos estratégicos que o Governo incluiu na proposta do Plano de Recuperação e Resiliência.

Câmaras de Aveiro e Águeda aprovam acordo com a Infraestruturas de Portugal para a construção do eixo rodoviário Aveiro/Águeda

As Câmaras Municipais de Aveiro e Águeda aprovaram, nas respetivas reuniões de Câmara, o acordo de colaboração a celebrar com a Infraestruturas de Portugal (IP) para o desenvolvimento do projeto de execução para a construção do eixo rodoviário Aveiro/Águeda. 

A necessidade de uma ligação direta à capital de distrito bem como às auto-estradas A1 e A17 tem sido amplamente discutida e abordada, mas a concentração que este dossier implica nunca foi concretizada, até agora. 

“Este é o resultado de muito trabalho entre todos os intervenientes, que adotaram um posicionamento estratégico e desenvolveram esforços significativos para chegar a este acordo de colaboração”, salienta Jorge Almeida, presidente da Câmara de Águeda. 

Depois de aprovado pelos Executivos dos dois Municípios e pela IP, este acordo permite avançar com o projeto de execução, o primeiro passo para o lançamento do concurso público para a realização da obra.

Nos termos do documento, serão os dois Municípios, em articulação com a IP, a avançar com o projeto de execução, que terá de ficar concluído até 2023. O acordo prevê todas as eventualidades, nomeadamente no que respeita ao financiamento para a realização do projeto, estimado em cerca de dois milhões de euros, podendo ser assegurado pela própria IP (85%) e pelos Municípios (15%) ou no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (100%).

Eixo rodoviário Aveiro/Águeda: o que muda?

Atualmente, a circulação entre Águeda e Aveiro é assegurada por três trajetos distintos, "todos eles considerados bastante saturados, demorados e desajustados face às necessidades atuais”, adianta a autarquia aguedense em nota de imprensa.  

Os trajetos possíveis passam pela antiga EN230, que liga Águeda a Aveiro por Travassô, na jurisdição dos municípios desde o final dos anos 90; pela EN333 entre Águeda e Oiã e pela EN235 entre Oiã e Aveiro; e ainda pela A25, a partir de Serém, em Macinhata do Vouga.

Jorge Almeida, autarca de Águeda, frisa: “é urgente corrigir a estrutura viária à escala municipal e sub-regional, bem como melhorar as condições de acessibilidade aos concelhos de Águeda e de Aveiro e a toda a região intermunicipal, apostando na reestruturação urbanística dos concelhos, de forma a aumentar a conexão das freguesias periféricas com as áreas centrais”.

Esta intervenção vem, não só, colmatar necessidades com largos anos, como permite melhorar as redes viárias e estreitar as ligações a outras vias estruturantes nacionais.

Esta nova ligação rodoviária, que agora se pretende estabelecer através do ERAA, é constituída por duas vias em cada sentido, preferencialmente com perfil de autoestrada. A ligação será feita por Travassô, passando por Eirol, cruzando a A1 e a A17 e terminando na rotunda do Parque de Feiras e Exposições de Aveiro.

Estima-se que a distância entre Águeda e Aveiro percorrida através do ERAA passe a ser de cerca de 14 quilómetros, reduzindo-se em cerca de 40% a extensão do percurso por comparação com a via atualmente em uso. O tempo de viagem será reduzido em cerca de 65%, por comparação com o tempo exigido para percorrer as infraestruturas em uso, de modo a que passe a ser possível viajar entre as duas cidades em cerca de 10 minutos.

 

 

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