2026-09-28
A alteração orçamental foi proposta pelo Executivo Municipal em virtude das candidaturas que a Câmara de Vagos apresentou “decorrente dos danos da tempestade e, na perspectiva de que, ainda este ano, venha a entrar dinheiro para reparação desses danos”.
A apresentação de candidaturas no valor de quase quatro milhões de euros decorrentes dos danos da tempestade e, a perspectiva de que, ainda este ano, venha a entrar dinheiro para reparação desses danos, “obrigou” o Executivo Municipal de Vagos a apresentar, em Assembleia Municipal, na sexta-feira passada, uma segunda alteração ao Orçamento 2026.
De acordo com o presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, “esta alteração é necessária para poder entrar essa receita e para poder efectuar essa despesa”.
O edil vaguense considera que “o valor é cauteloso relativamente a um conjunto de acções” já que a autarquia não quer “pôr em causa a nossa execução orçamental nem o Orçamento que a Assembleia Municipal aprovou em janeiro deste ano”.
Rui Cruz deixou, ainda, a garantia de que “se a receita não entrar em dezembro ou novembro estaremos aqui a aprovar uma alteração ao Orçamento para desentranhar aquilo que era para chegar e não chegou”.
“Não vou prejudicar a execução do Orçamento que esta Assembleia Municipal aprovou em janeiro de 2026”, frisou.
Oposição apoia Executivo
A proposta de alteração ao Orçamento 2026 foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal.
Rafael Catarino, do PS, recordou que “quando subiu a votos a primeira alteração significativa, o PS não hesitou. Votámos a favor, por imperativo de consciência, porque nos recusávamos a bloquear fundos que são vitais para os vaguenses como os montantes eram na altura do Fundo de Emergência Municipal”.
Volvidos alguns meses, os socialistas voltaram a ficar do lado do Executivo “porque este documento traz, mais uma vez, aquilo que sempre defendemos para Vagos: a inscrição de projectos reais com recurso a financiamento externo como as candidaturas ao Portugal 2030”.