Delegação de competências às Juntas: CDS acusa Executivo de apresentar uma “delegação de emergência”. PS com dúvidas.

2026-07-01

Em sessão de Assembleia Municipal de Vagos, a proposta apresentada pelo Executivo liderado por Rui Cruz foi aprovada com a abstenção do Partido Socialista.

Delegação de competências às Juntas: CDS acusa Executivo de apresentar uma “delegação de emergência”. PS com dúvidas.

A Delegação de Competências para a segunda metade do ano de 2026 (julho a dezembro) foi aprovada por maioria, em Assembleia Municipal de Vagos, esta terça-feira.

Rui Cruz, presidente da Câmara de Vagos, garantiu que esta transferência de competências não é igual à anterior, “que cessou em dezembro de 2025. Não é sequer para repetir a mesma”.

“É para entregar às Juntas de Freguesia aquilo que nós achamos, neste momento, que têm capacidade para fazer por si”, acrescentou.

O autarca adiantou que “estes seis meses são para percebermos qual é o valor calibrado que devemos atribuir para os próximos três anos para que não haja injustiças”.

O edil explicou que os 500€ por km resultam de uma avaliação objectiva que foi feita, apesar de não ter sido “um estudo aprofundado”.

Declaração de competências x “declaração de emergência?

O centrista, Martim Anacleto acusou o Executivo de Rui Cruz de apresentar uma “delegação de emergência, feita a correr, aprovada em reunião extraordinária há cinco dias para remediar seis meses de uma posição política que se revelou, nas palavras do próprio executivo, insustentável”.

“Não foi à pressa”. A garantia é do presidente do Município de Vagos que explica ter feito coincidir com as assembleias de Freguesia.

O Partido Socialista absteve-se na votação. Rafael Catarino revelou que a proposta lhes “suscita algumas dúvidas”, perante a estratégia defendida pelo Executivo há uns meses atrás.

 

 

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