2026-04-30
O Colégio de Calvão pode vir a integrar a rede pública de ensino, no ano letivo 2027/2028, através da celebração de um contrato de usufruto entre a Diocese de Aveiro e o Ministério da Educação.
A integração do Colégio de Calvão na rede pública de ensino está em cima da mesa. A informação foi avançada esta quarta-feira, pelo presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, em Assembleia Municipal.
Esta integração, a realizar através da celebração de um contrato de usufruto, depende da Diocese de Aveiro.
“O processo está a ser trabalhado para que no ano letivo 2027/2028 talvez já possa integrar a rede pública de ensino como equipamento adquirido por usufruto”, adiantou o autarca que espera que no referido ano letivo “haja efectivamente de vez a estabilidade da rede de equipamentos de ensino para que não haja os mesmos atropelos e angústia de sempre das famílias do sul do concelho”.
Rui Cruz adianta que o Colégio de Calvão precisa de obras, que serão realizadas consoante as necessidades. Ainda assim, o autarca esclarece que o espaço “tem condições para aulas se não não estava a dar aulas”.
Aquisição fora de alcance
Para o Ministério da Educação adquirir o Colégio de Calvão para que este passasse a integrar a rede pública de equipamentos de ensino não é um caminho viável a curto prazo.
De acordo com informação avançada pelo presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, “a aquisição do Colégio depende de Roma e de cinco ou seis instituições da Igreja antes de chegar a Roma”.
Impacto nos professores
Perante a possibilidade de passar o Colégio de Calvão para a rede pública de equipamentos, os deputados municipais questionaram qual o impacto que esta integração pode vir a ter no corpo de docentes.
O edil vaguense confessou não poder esclarecer este facto até perceber o interesse da Diocese e do Ministério da Educação.
Espera, contudo, “que haja um período de transição e que não haja impacto”.