2026-04-30
O documento pode ser, na perspetiva do presidente da Câmara Municipal de Vagos, Rui Cruz, “objecto de crítica política”.
O Relatório de Contas da Câmara Municipal de Vagos relativo a 2025, apresentado na Assembleia Municipal esta quarta-feira, dia 29 de abril, foi aprovado por maioria, com sete abstenções do CDS, duas do CHEGA e duas do Partido Socialista.
O presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, começou por afirmar que o documento “pode ser objecto de crítica política na sua expressão e dimensão política, na medida em que demonstram que houve um Orçamento Municipal e um Plano de Atividades que foi executado em ano de eleições e não alcançou determinados objetivos a que se comprometia”. “ De resto as contas são o que são”, concluiu.
O membro do grupo social-democrata, Bruno Mestre, destacou que 2025 foi “o ano em que a trajectória financeira do Município inverteu de forma relevante”, ao contrário do apontado pelo socialista Paulo Branco, que considera que o documento tem “alterações muito pouco significativas de 2024 para 2025”.
Já o centrista Alexandre Marques frisou a redução do prazo médio de pagamento da Câmara Municipal, “que baixou de 90 e pico dias para 70 e tal dias”, no mandato de João Paulo Sousa, antecessor de Rui Cruz, considerando que João Paulo Sousa foi “uma lufada de ar fresco para a política em Vagos, tanto na sua postura com a oposição como na sua postura como presidente e na maneira de atuar”.
A deputada municipal do CHEGA, Sara Raquel, adianta que o relatório “é um espelho das prioridades de quem governou”.