2021-07-05
O vaguense, de 35 anos, considera que esta vitória lhe dará um “sentido de responsabilidade maior”.
Tony Martins venceu o prémio de Chefe Cozinheiro do Ano 2020.
O vaguense, de 35 anos, conta que passou por várias etapas “com provas desafiantes”.
Quanto ao menu que lhe garantiu a vitória nesta edição do prémio Chefe Cozinheiro do Ano, Tony Martins conta que “sempre quis manter um bocadinho a minha identidade, o meu eu, aquilo que me habituei a comer e a gostar no sítio onde nasci e fui criado”.
A esta vontade junta-se a apresentação “criativa e técnica”, confessa.
“Apresentei uma sopa caramela, que é quase uma sopa da pedra, mas não tão pesada. Depois fiz um prato mais inspirado na nossa zona: um linguado. O serviço de prato foi uma espécie de açorda de pão com coentros e berbigão, salicornia e algas”, conta o chefe.
O seu serviço não ficou por aqui. Seguiu-se a apresentação de um frango assado com arroz de miúdos, inspirado num prato caseiro feito pela mãe. Para sobremesa, Tony Martins apresentou um pudim das clarissas.
A tabela com a pontuação de cada júri ainda não foi revelada, mas os resultados finais, já anunciados, deram a vitória ao chefe, natural de Vagos.
Os sonhos não acabam. “É continuar a trabalhar. Há o contentamento de ter ganho, mas também há uma responsabilidade maior porque as pessoas vão sempre exigir mais de ti”, afirma.